Que expectativas tem relativamente ao futuro da caça e da pesca em Portugal?

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

MoraPesca 2009

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Vai decorrer entre 13, 14 e 15 de Fevereiro de 2009 mais uma edição da Feira de artigos de pesca MoraPesca 2009
Com vem sendo hábito estarão representadas as mais importantes áreas ligadas ao sector da pesca desportiva, o que torna esta feira a mais importante do panorama nacional.
O programa será o seguinte:

17h30 - Cerimónia de Abertura da VII MoraPesca no Auditório Municipal.
18h00 - Inauguração da IV MoraPesca no Pavilhão de Exposições
22h30 - Encerramento do recinto da Exposição

Sábado, 14 Fevereiro
09h00 - V Meeting da Juventude
Prova de ensino destinada a Jovens Pescadores na Pista de Pesca de Mora.
10h00 - Abertura da VII MoraPesca
12h00 - Demonstração de Pesca no recinto da feira
14h30 - Demonstração de Pesca no recinto da feira
15h00 - Entrega de prémios do V Meeting da Juventude no Auditório Municipal
22h00 - Festival de Tunas no Pavilhão da Casa do Povo
22h00 - Encerramento do recinto da Exposição

Domingo, 15 Fevereiro
09h00 - Início da Prova de Pesca na Concessão de Pesca do Raia (Mora e Cabeção)
10h00 - Abertura da VII MoraPesca
14h30 - Demonstração da Pesca ao Achigã (APPA) no recinto da Feira
15h00 - Festa dos Campeões da APPA / 2008 - Auditório Municipal
16h00 - Entrega de prémios da Prova de Pesca - Auditório Municipal
19h00 - Encerramento da VII MoraPesca

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Naturalentejo - Beja

Nos dias 27, 28 e 29 de Março de 2009, irá realizar-se em Beja, nas excelentes e modernas instalações do Parque de Feiras e Exposições de Beja, a primeira NaturAlentejo, grande feira do sector da caça, pesca e natureza, uma organização conjunta da Aventura Visual – Produção de Conteúdos e Eventos, L.da e da Câmara Municipal de Beja.

Este evento pretende reunir todas as actividades relacionadas com estes temas e chamar a atenção para as mesmas, enquanto actividades humanas com relevância na história, economia, cultura e, de um modo geral, na vida societária deste distrito, onde têm arreigada tradição, funcionando como formas de integração do Homem na Natureza e na sua conservação e biodiversidade.

É ainda objectivo deste certame envolver todas as forças vivas do distrito, criando animação e convidando à participação activa das empresas, associações e demais interessados em tomar parte neste projecto.

Associadas ao evento decorrerão provas de tiro, de tiro com ar comprimido, torneio de santo huberto(2provas), corrida de galgos, concurso de pesca em águas interiores, demonstrações de tiro com arco, demonstração de aves de rapina, largada de caça, exposição de matilhas, passeio TT, etc.

Decorrerão ainda concursos de fotografia, de produção criativa e artística e um inédito concurso de farnel, bem como terão lugar vários colóquios e workshops.

Haverá também animação e tasquinhas, para que nada falte.

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Manutenção da Espingarda de Caça

Após uma jornada de caça, além do resguardo e alimentação dos cães, do amanho das peças abatidas, o caçador deve também preocupar-se em realizar uma cuidada limpeza e manutenção da sua espingarda.

Geralmente, a maior parte de nós, quando chega a casa cansada, sequiosa e com fome, a primeira coisa que faz é colocar os cães no canil, depositar a caça num canto e encostar o "ferro".
As peças ficam assim para serem limpas durante o serão, e, a espingarda à espera da próxima jornada.

Cuidar da limpeza e manutenção da espingarda de caça é uma tarefa de primordial importância, tanto para a segurança do portador, como para o bom funcionamento da mesma. No entanto o tema passa algo desapercebido e muitas das vezes é mesmo descurado.
Não há nada pior do que fazer uso de uma arma que apresenta um comportamento defeituoso e instável em virtude de uma má manutenção.

Uma espingarda de caça, daquelas que usámos na caça menor, é composta essencialmente por dois tipos de material. São eles o aço e a madeira.
A chapa de coice ou calço da coronha, varia entre a madeira, nas mais nobres, no plástico, na borracha e nos seus derivados, na generalidade das restantes.
Há também um conjunto de peças móveis, em aço, quer no interior da báscula, no sistema de gatilho, no fuste e na entrada dos canos.

No final da jornada:

Devem ser realizados todos os procedimentos de segurança para evitar algum disparo acidental; proceder-se à limpeza exterior da arma, através de um pano limpo, a qual visa remover a maior parte da sugidade, nomeadamente os pós, terra, lama, salpicos de sangue, gordura e suor das mãos, bem como a humidade, no caso de ter apanhado uma molha. Em acto seguido: desmontar a arma; bloquear o gatilho e deposita-la no seu estojo.
De referir que uma simples gotícula de sangue é suficiente para danificar a protecção dos metais e criar um ponto de ferrugem.

Em casa, na mesma data:

Canos

- Retirar os canos e fazer várias passagens pelo seu interior (câmara de detonação, almas, "chokes") com um pano ou escova de pêlo para retirar os vestígios de pólvora e chumbo que possam estar soltos e facilmente removíveis;
- De seguida pulveriza-los com WD40 para fazer o mesmo procedimento, mas desta vez já com um escovilhão de aço. Não esquecer que devem insistir na zona da câmara, na boca dos canos ou nas proximidades dos "chokes", se esta tiver choques intermutáveis, que deverão estar montados e devidamente instalados, para não danificar a rosca;
- Feito isto, passar um pano até que saia completamente limpo. Aqui, há quem o faça com água quente e sabão ou com gasóleo;
Colocam água quente com sabão ou apenas gasóleo num contentor e lavam os canos desta maneira. Como a vareta faz um efeito de sucção através do seu movimento, provoca a renovação constante do líquido e uma limpeza bem eficaz;
- Assim que os canos estão limpos e apresentam o aço brilhante, sem qualquer réstia de pólvora e chumbo, pulveriza-los com WD40;
- Limpar e secar muito bem o WD40, tanto o que se encontra no exterior dos canos como no seu interior;
- Deitar umas gotas de óleo fino, daquele que se usa para olear as máquinas de costura, por exemplo "Singer", num pano limpo e deixar um película de pouca espessura no interior e pincelar o exterior com o mesmo óleo.

Quanto aos choques amovíveis, depois de limpos os canos, devem ser removidos e continuada a sua operação de limpeza, sem esquecer a rosca existente nos canos. Finalizada esta acção, deverão os mesmos ser recolocados, depois de lubrificados, no seu local original, mas não totalmente apertados.
A fita, por sua vez, requer uma atenção redobrada e se for "ventilada", mais ainda, porque é um local propício ao alojamento de todo o tipo de detritos. O mesmo cuidado requerem os canos se também forem "ventilados".
Existem óleos próprios para este tipo de operação, vendidos nas espingardarias, mas sempre utilizei o "Singer". Fica ao critério do leitor a escolha, mas não aconselho o uso daqueles que servem exclusivamente para remover mais facilmente as manchas de chumbo, porque são extremamente abrasivos.
Poderão encontrar nos armeiros estojos de limpeza bastante completos e sugiro a adição ao conjunto de um pincél e de uma escova de dentes.
O WD40 não serve para lubrificar, embora seja um excelente auxiliar na limpeza, pelo que nunca deve ser utilizado como lubrificante.

Fuste

- Limpar muito bem o fuste de modo a que todas as suas partes móveis fiquem sem mácula;
- Colocar umas gotas de óleo nas molas e nas partes metálicas articuladas.

Báscula

- Com um pano limpo, esfregar e limpar muito bem toda a superfície da báscula para que fique imaculada;
- Cuidar para que todos os orifícios, nomeadamente dos trincos, percutores, gatilho, alavanca de abrir, patilha de segurança e patilha selectora fiquem livres de quaisquer resíduos;
- pincelar toda a superfície com um óleo fino;
- colocar umas gotas desse óleo em todas as partes móveis, de tempos a tempos, sem exageros.

Não aconselho ninguém, a não ser que tenham recebido formação adequada, a desmontar as platinas.
Esta operação deve ser realizada por um técnico especializado, sempre que disso haja necessidade.

Madeira da Coronha, Fuste e Calço da Coronha

- Devem ser muito bem secas com um pano e o recartilhado muito bem limpo através de uma escova;
- Poderão passar uma película de óleo muito fina, do mesmo que mencionei acima, mas não convém exgerar na quantidade;
- É muito importante que estejam sempre bem secas quando se faz essa operação, ou então não se faz.

Semi-automáticas

Este tipo de mecanismo requer uma manutenção e limpeza mais extensa, nomeadamente em relação à mola recuperadora, à limpeza do pistão e da válvula de escape.
Enquanto não é necessária a sua substituição a mola deve estar bem limpa e encontrar-se devidamente lubrificada, como o pistão. Por sua vez a válvula exige que os seus orifícios se encontrem desimpedidos, pelo que também devem ser alvo de uma limpeza e lubrificação constantes.

Conclusão

Finalizadas todas as operações supramencionadas, a espingarda de caça está pronta para ser novamente montada e aguardar o surgimento de uma nova jornada.
Convém salientar que, nesta altura, o óleo não deve escorrer em momento algum, pelo que deve haver cuidado na colocação da película final, para que cubra toda a superfície, mas na quantidade suficiente para tal e só.
Aconselho guardarem a espingarda desmontada em caixa própria, mas se o fizerem montada e na vertical, devem cuidar para que o óleo não escorra e que vá introduzir-se, p.e., nos orifícios dos percutores ou ir alojar-se noutro local.
Nas operações de limpeza devem usar-se sempre panos limpos e para a protecção das mãos um par de luvas.
Mesmo limpa e devidamente guardada, devemos manter-nos atentos em relação ao aparecimento de manchas e surgimento de pontos de ferrugem, pelo que convém renovar a película de óleo de tempos a tempos.
Quanto maior for o indíce de humidade relativa do ar, como acontece nesta região insular, mais atento deve estar o responsável pela sua conservação, pelo que é preferível manter este tipo de equipamento numa divisão da casa bem seca e sujeita à presença de um desumificador.

Como caçadores e portadores de armas de fogo, devemos preocupar-nos por manter limpas e funcionais as espingardas, seja por uma questão de desempenho, por segurança e para a longevidade dos materiais, mas sobretudo pelo respeito que tais artigos nos devem merecer.
Cuidar da limpeza de uma arma é uma prática inteligente e de fácil execução que muito nos pode dizer sobre a personalidade e responsabilidade de um caçador.

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Macedo de Cavaleiros – Capital da Caça

Macedo de Cavaleiros vai voltar a ser capital da Caça.
A XIII Feira da Caça e IIII Feira de Turismo, vão decorrer de 29 de Janeiro a 01 de Fevereiro de 2009.


Como é habitual, os eventos vão decorrer no Parque Municipal de Exposições. Do programa salientamos as montarias que se vão realizar nos dias 29 e 31 de Janeiro e outra no dia 1 de Fevereiro. Uma conferência sobre a temática da Caça e do Turismo no dia 30 de Janeiro. No dia 31 de Janeiro vai ainda decorrer a Prova de Santo Huberto – IV Prémio Galaico Português, Mostra de Galgos, e a II Copa Ibérica de Cetraria.

As actividades permanentes são: Exposição e Pratica de Falcoaria, Pratica de Tiro com Arco e Besta, Exposição de Fauna Viva de Espécies Cinegéticas, Restaurantes Regionais e Animação de Rua.

Para mais informações:
www.feiradacaca.com
Município de Macedo de Cavaleiros: Tel: 278 420 420
Tlm:912218303
Federação das Associações de Caçadores da 1ª Região Cinegética
Tel: 278 426 368

Domingo, 19 de Outubro de 2008

Tecnomar – Feira de Tecnologias Marinhas

Nos próximos dias 24 e 25 de Outubro irá decorrer na ilha de Santa Maria, a Tecnomar – Feira de Tecnologias Marinhas, realizada no âmbito da participação da Região Autónoma dos Açores no “Open Days 2008 – Semana Europeia das Regiões e das Cidades”.

A feira será constituída por um espaço expositivo, que pretende ser um local onde os intervenientes terão a oportunidade de se revelar, apresentar os seus projectos, produtos e serviços no âmbito da inovação tecnológica ligada ao mar. Abrange um vasto leque de áreas, como o das energias renováveis, da aquacultura, investigação e economia, inovação da frota pesqueira, arte de pesca, etc.

Em paralelo decorrerá, no dia 24 de Outubro, um colóquio sobre tecnologias marinhas, vocacionado para intervenções com uma componente técnico-científica, composto por oradores/peritos regionais, nacionais e europeus.

No dia 25, será realizado um workshop dedicado ao mesmo tema, no qual serão intervenientes as entidades representadas na feira, para apresentação e debate dos seus projectos, produtos e serviços.

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

Feira Norcaça e Norpesca


Decorre este fim-de-semana de 16 a 19 em Bragança, a VII Feira Internacional Norcaça e Norpesca. O certame propõe ao visitante várias actividades, como uma montaria ao Javali, Provas de Sto. Humberto, Tiro, Técnicas e Segredos da Pesca, Exposições, Concurso de Pesca, demonstrações de Pesca, debates dobre Caça & Pesca e ainda Passagem de Modelos.
Estas actividades estendem-se por vários locais, embora o Centro Empresarial de Bragança - NERBA, receba os visitantes da Feira e das acções "indoor".
O horário é o seguinte:
Dia 16: 17.00h às 23.45h
Dia 17: 12.00h às 23.45
Dia 18: 08.00h às 23.45h
Dia 19: 08.00h às 19.00h
A Organização propõe-se atingir vários objectivos:
- Um projecto de valorização do património cinegético, piscícola, gastronómico e turístico do Norte.
- Um desafio a todos os caçadores, pescadores, agentes económicos e amantes da natureza.- Um chamamento à melhor gestão dos nossos recursos hídricos e piscícolas.
- Uma evidência de que os nossos muitos rios necessitam de urgente protecção da sua variada, mas já escassa, fauna ictiológica.
- Uma resposta aos que crêem, e sempre acreditaram, no futuro da sua terra.
- Um espaço de reflexão e convívio sobre novas tecnologias, novas estratégias de protecção da caça, da pesca e do ambiente e sobre a identificação das agressões ilícitas à fauna cinegética e piscícola.
- Um encontro de todos com a natureza, a arte e a cultura de um povo.
- Um compromisso com a juventude, determinada a defender o seu património natural.
- A consciencialização de que a utilização racional dos nossos ricos recursos naturais é geradora de riqueza para todos.
- A determinação em apresentar estratégias técnicas para o aproveitamento da riqueza cinegética e piscícola do Norte de Portugal.

Para mais informações consulte o site da feira ou faça o download do cartaz.

Quinta-feira, 21 de Agosto de 2008

Abetardas

Estas fotografias foram obtidas, há poucos dias, nos terrenos da ZCA de Santa Bárbara de Padrões, concelho de Castro Verde, onde as abetardas proliferam e dispoem do habitat adequado à sua sobrevivência e procriação.





Mais um exemplo do que de benéfico o ordenamento e o correcto trabalho de gestão por parte das associações de caçadores podem trazer às espécies protegidas.

Segunda-feira, 18 de Agosto de 2008

Dottie, o maior achigã do Mundo

Nesta foto, quando foi pescada por Mac Weakley em 2006, pode ver-se o ponto negro na brânquia direita de Dottie. Pesou nesta ocasião um pouco mais de 25 libras - 11, 340 kg.


Em Maio deste ano foi encontrado morto no lago Dixon - Estados Unidos, o maior achigã que o mundo já conheceu. Tratava-se nem mais nem menos que Dottie, uma fêmea que aparentemente morreu de causas naturais e em consequência dos esforços e desgaste da desova. Pesou então 19 libras - 8,600 kg. Este peixe tinha já sido pescado pelo caçador de troféus californiano Mac Weakley em 2006, pesando mais de 25 libras - 11, 340 kg, peso suficiente para pulverizar o actual recorde mundial. No entanto, como foi ferrada na barbatana dorsal (forma não aceite pela IGFA), Mac desistiu da homologação do peso e devolveu-a à água, mantendo-se assim intocável o recorde de George Perry com 22 libras - 10 kg, e já com 76 anos de idade.
Dottie, cujo nome é derivado de um ponto preto numa das suas brânquias, sendo por isso facilmente identificada, tinha já sido pescada em 2003 por Jed Dickerson, amigo de Mac Weakley, pesando na altura um pouco mais de 21 libras – 9,500 kg, ficando por isso aquém do recorde de Perry.
É notório que um peixe, neste caso o maior achigã conhecido do mundo, se torne numa personagem com um nome próprio e reconhecida em todos os lugares, onde quer que haja pescadores de achigãs.
A partir dessa data e depois da divulgação da existência deste peixe, foram inúmeros os pescadores, que vindos de todos os locais dos Estados Unidos e não só, tentaram a sua sorte no Lago Dixon.
Resta-nos a convicção que, mais tarde ou mais cedo, as autoridades que zelam pelos nossos recursos piscícolas se apercebam o que esta espécie mexe com os pescadores de todo o Mundo e procedam de forma a tirar o máximo partido deste peixe.

Sábado, 16 de Agosto de 2008

Caça e Segurança

Nunca é demais repetir que se devem respeitar todas as normas de segurança aquando do manuseamento de armas de fogo, como as espingardas de caça, mesmo as mais simples e básicas.

Felizmente que o transtorno ocorrido no passado dia 15 de Agosto, durante o período da manhã, em pleno acto de caça, na ilha de Santa Maria, aquando da passagem de um obstáculo no terreno, não assumiu contornos mais graves, apesar de, mesmo assim, ser necessário proceder-se à evacuação do jovem acidentado, na casa dos vinte anos, por via aérea para a vizinha ilha de São Miguel, a fim de receber os necessários e urgentes cuidados médicos.
Desejamos-lhe que tudo corra pelo melhor, que a convalescença seja rápida e que recupere totalmente!

Ninguém se encontra imune, pelo que todo o cuidado continua a ser pouco, sendo que nunca é demais repetir, relembrar e reler os conceitos que se seguem:

A arma de fogo só deve ser manipulada por quem se encontra na plena posse das suas faculdades, pelo que o caçador deve cuidar de si e alertar prontamente todos aqueles que não cumprem as mais elementares regras de segurança.

O caçador deve manter uma atitude crítica e permanentemente observadora da sua actuação, aquando do uso de armas de fogo e não esquecer que o excesso de confiança está muitas vezes na origem dos acidentes.

São 10 as regras básicas que se seguem e que devem ser cumpridas:

1. Abra a arma sempre que lhe pegar.
2. Mantenha a arma aberta sempre que estiver na presença de outras pessoas.
3. Nunca aponte a arma na direcção de alguém, mesmo que esta se encontre sem munições.
4. Antes de proceder ao municiamento da arma, verifique se os canos estão desobstruídos.
5. Mantenha os canos sempre em direcção segura.
6. Desmunicie a arma sempre que passar qualquer obstáculo.
7. Nunca dispare sem identificar claramente o alvo.
8. Antes de disparar verifique o que está para além do alvo.
9. Não utilize armas muito usadas sem submetê-las primeiro a uma verificação realizada por um armeiro competente.
10. Quando manusear armas não ingera bebidas alcoólicas.

Mesmo que pensem encontrar-se a espingarda desmuniciada só ficarão com a certeza disso se a verificarem pessoalmente.

Não permaneçam na presença de alguém com a vossa espingarda fechada, no caso das paralelas ou sobrepostas, ou com a culatra à frente nas semiautomáticas, porque provoca receio e desconfiança, um mal-estar desnecessário e prejudicial.

Não apontem a arma na direcção de outra pessoa, porque poderá estar municiada, apesar de vos sugerir o contrário.

Devido a quedas ou impurezas de qualquer natureza os canos poderão encontrar-se obstruídos, pelo que é necessário verificar o seu estado de limpeza antes de colocar qualquer munição.
O disparo efectuado numa arma com o cano obstruído desenvolve pressões altissímas que poderão acabar por rebentá-lo com graves prejuízos para a integridade física do portador e acompanhantes próximos.

Não raras as vezes as armas são transportadas com os canos na horizontal. Trata-se de uma prática incorrecta e grave, pois podem disparar acidentalmente e atingir alguém. Os canos devem estar sempre apontados para o chão, desde que não haja perigo de ricochetes, ou então para cima.

Devem retirar as munições da câmara de detonação sempre que pretendam ultrapassar um obstáculo uma vez que o perigo de queda é real e em resultado a arma poderá disparar-se.

Disparar sem identificar claramente o alvo é uma grande irresponsabilidade.
Muitas vezes a chumbada não se detém no alvo e segue o seu percurso, pelo que é importante verificar o que está para além da peça de caça de modo a evitar atingir bens, animais domésticos ou mesmo outras pessoas.

Armas muito usadas são um perigo para o utilizador e para aqueles que se encontrem nas proximidades, ou porque têm folgas, ou não garantem chumbadas perfeitas, ou podem rebentar.
Os canos defeituosos podem originar a formação de cachos que atingem distâncias longas e seguem trajéctorias irregulares.

A ingestão de alcool em excesso, além de ser uma prática ilegal na caça e severamente punida, não traz bem nenhum e muito menos para o sucesso do acto venatório.
É de uma total irresponsabilidade e falta de respeito.

Em casa as armas não devem ficar ao alcance das crianças.
Uma arma é sempre motivo de curiosidade e de brincadeiras que podem ser trágicamente fatais.

Devem manter as armas desmontadas e trancadas à chave em espaço próprio e em local separado do das munições, num ambiente fresco e seco para que não se deteriorem.

Os cartuchos de calibres e comprimentos diferentes não devem ser misturados para não serem utilizados erradamente.
Lembrem-se de que um cartucho de calibre 20 sela perfeitamente o cano de um calibre 12, sem que se note a sua presença e sem ocupar espaço na camara de detonação.

Antes de sairem para a caça devem efectuar uma limpeza geral na espingarda de modo a assegurarem-se de que se encontra em perfeito estado de conservação.

O transporte das armas de caça no automóvel ou em outros veículos, deve ser efectuado com as espingardas descarregadas, desmontadas, alojadas em estojo próprio e com um sistema bloqueador do gatilho.
As munições devem estar acondicionadas e protegidas dos raios solares para evitar o desenvolvimento pressões exageradas e perigosas.

Assim que cheguem ao local de caça, retirem a arma do estojo e nunca a apoiem de forma, ou em lugar, onde possa tombar, escorregar ou cair. Além dos danos exteriores, outros mais graves poderão acontecer no interior, que impossibilitem o uso da espingarda com a devida segurança.

Verifiquem sempre se os canos estão desobstruídos, se a arma ficou bem montada, se funciona correctamente e se as munições são do mesmo calibre e adequadas à caça a praticar.

Segurem sempre a arma de modo a que a boca dos canos nunca esteja virada para qualquer pessoa.

Na caça procedam ao municiamento da espingarda somente quando estiverem afastados dos companheiros e fechem a arma de modo a manter os canos virados para baixo em vez de ficarem na horizontal. Por defeito mecânico a arma poderá disparar ao fechar.
Para evitarem acidentes ao fecharem a espingarda paralela ou sobreposta, em vez de levantarem os canos, levantem a coronha. Assim manter-se-ão apontados para uma zona segura.
A coronha é que deve fechar a arma e não os canos!

Não devem confiar totalmente no mecanismo de segurança da espingarda.
Uma arma travada pode disparar devido a uma pancada, queda ou deficiência mecânica.

O guarda mato, a peça que protege o gatilho, não assegura uma protecção integral. É necessário tomarem atenção para que nada lhe toque acidentalmente.

Quando caçarem com matilha devem evitar colocar a arma no chão, porque algum animal poderá embater na espingarda e provocar o seu disparo. Sempre que disso tiverem necessidade, deverão proceder ao seu desmuniciamento.

Apesar de útil, a bandoleira pode prender-se em qualquer objecto, ramo, vegetação, pelo que o seu uso requer uma atenção maior.

Nunca passem um obstáculo com a arma municiada.
Valas, vedações, muros devem ser transpostos com a arma aberta e sem munições. Mesmo parecendo desnecessário, nunca deixem de fazê-lo.

Verifiquem sempre se os canos ficaram obstruídos depois de uma passagem difícil, tropeção, queda.
Depois do disparo, antes de municiarem, verifiquem o interior dos canos, porque podem ficar obstruídos com qualquer componente do cartucho.

Nunca devem transportar a arma com o dedo no gatilho, mas sim encostado ao guarda-mato. Só deverão fazê-lo no momento imediato que antecede o disparo.

Devem abrir e desmuniciar a arma sempre que alguém se aproxima.

Assinalem a vossa posição aos seus companheiros e nunca corram a mão na direcção deles, nem disparem para a vegetação que mexe.

No momento do tiro nunca atirem na direcção de alguém, mesmo que pareça fora de alcance e façam-no na certeza de que a chumbada é parada pelo terreno imediatamente a seguir ao alvo.

Nunca atirem sobre o mato ou vegetação que mexe, porque desconhecem o que pode estar no interior e atrás. Poderá tanto ser um animal como uma pessoa.

O disparo só deve ser efectuado a uma peça de caça perfeitamente visível e identificada.

Quando seguirem a caça com a espingarda, tenham atenção ao que possa estar na linha de tiro e para além dela, porque poderão encontrar-se cães ou outros caçadores.

O risco de ricochete é uma realidade em terrenos pedregosos, planos e duros e não façam tiros rasantes sobre a água pelas mesmas razões.

Recolham do chão os cartuchos disparados, trata-se também de uma medida de preservação ambiental e previne que sejam engolidos por animais que se alimentam da vegetação rasteira.

Depois da jornada de caça procedam ao desmuniciamento da arma de fogo.
A sua limpeza deve ser efectuada quanto antes e se ficou molhada deve ser bem seca antes de guardada.

O uso de vestuário apropriado também é uma medida preventiva.
Na caça, porque estamos expostos às diferentes condições climatéricas a escolha de vestuário e calçado adequado e resistente, que nos proporcione liberdade de movimentos, sejam frescos no verão, quentes e impermeáveis no inverno, permite-nos um melhor aproveitamento das jornadas. Protege-nos a integrídade física e a saúde.

Para uma melhor identificação e localização no terreno de caça, principalmente em dias de chuva ou nevoeiro, é preferível o uso de vestuário de cor fluorescente amarela, laranja ou vermelha.

A escolha de óculos protectores e protecções para os ouvidos também não deve ser descurada.

Existem óculos resistentes a impactos próprios para caça que serão óptimas aquisições para defender a visão.

Para prevenirem os danos na audição provocados pelo ruído da detonação de uma munição, o uso de protectores auricolares é a melhor opção que um caçador pode fazer.

Verifiquem se possuem as vacinas actualizadas e façam-se acompanhar por um pequeno estojo de primeiros socorros.
Se não vos for útil poderá sê-lo para cuidar dos seus companheiros.

Aquando da realização do seguro de caçador, escolham uma modalidade que cubra convenientemente qualquer contrariedade.

Não deixem de manter uma atitude crítica e permanentemente observadora da vossa actuação.
Lembrem-se que o excesso de confiança é um passo em frente para a ocorrência de um acidente de caça, que pode ter consequências pessoais fatais e dramáticas para os vossos familiares.
Na caça, os comportamentos de segurança de nada valem se não forem aplicados instintivamente, pelo que devem ser treinados.

Em matéria da segurança devemos dúvidar sempre de nós próprios e dos outros de modo a podermos reduzir e a evitar situações que poderão colocar-nos em perigo.

A prevenção continua a ser a melhor estratégia quando a vida humana não é objecto de brincadeira.

Agradecendo o precioso tempo dispendido na leitura deste longo texto, finalizamos com votos de excelentes jornadas, que agora recomeçam com outro vigor, para todos os caçadores amigos, responsáveis e cumpridores.

Terça-feira, 29 de Julho de 2008

IV Encontro da APP, Norte


No passado Domingo teve lugar o IV Encontro da APP Norte. A prova de S.Huberto, que se realizou no campo de treino do CCPO, teve presentes 12 conjuntos. A classificação final ditou: 1- Correia da Silva, com Vero PPM. 2- Rui Bonito, com Zara PPF. 3- Rui Mota, com Arga PPF.
No final houve um almoço de confraternização, passagem de vídeos sobre o PP e demonstração de cetraria com PP e falcão.
Uma jornada de convívio e divulgação desta raça, que acolheu muitos amantes do perdigueiro.